quinta-feira, 21 de abril de 2011

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quarta-feira, 20 de abril de 2011

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Profissão: blogueiro

 - 250_blog.jpg


Você já ouviu falar de blog?

Com certeza sim, e provavelmente até teve um. Febre virtual na virada do milênio, o blog é um site pessoal (ou comunitário) que reúne uma coleção de textos em blocos (osposts, que podem vir com imagens e/ou vídeos) publicados instantaneamente na internet. Essas mensagens costumam ser atualizadas com freqüência e possuir diversos links para páginas externas, e são sempre datadas e organizadas cronologicamente, sendo as mais recentes as primeiras a aparecerem na página. Já se lembrou do que se trata? Então, segure-se na cadeira para ler alguns dados sobre a "blogosfera": segundo levantamento do site Technorati, especializado em busca de blogs, existiam cerca de 100 milhões deles na internet até o ano passado. E de acordo com o Ibope/NetRatings, quase metade dos internautas brasileiros acessa esse tipo de site atualmente. E tem aqueles que vivemdisso.

Além da gratuidade de muitos sistemas de publicaçãoonline, a praticidade do uso e a possibilidade de publicar e compartilhar idéias são alguns dos motivos que atraíram milhões de usuários para a blogosfera. A primeira onda do fenômeno (entre 2000 e 2003) atraiu especialmente os jovens, impulsionados pelas facilidades das ferramentas de edição que apareceram. Com eles, os posts ganharam um estilo pessoal e intimista, traduzindo-se numa espécie de diário virtual - marca que perdurou por muito tempo e até hoje incomoda alguns bloggers. Mas a comunidade blogueira, em expansão, passou a se preocupar mais com o interesse dos seus leitores e a buscar uma junção entre objetividade e subjetividade. Sem abandonar a variedade e a informalidade presente na blogosfera, as tendências se modificaram nos últimos anos. Ainda que sejam minoria, os blogs mais "profissionais" têm cada vez mais adeptos no Brasil.

Bem-vindo à blogosfera

A origem do termo, cunhado pelo americano Jorn Barger em 1997, vem da conjunção de duas palavras em inglês: web (rede) e log (diário de bordo ou arquivo/registro de atividades). Portanto, de início, os blogs nada mais eram do que um guia de navegação pela internet. Hoje, porém, eles estão se tornando verdadeiras fontes - de informações e de renda. Sim, há pessoas que ganham dinheiroblogando. Uma prova está no trabalho do empresário Edney Souza, o dono do portal de blogs InterNey. Edney, que trabalhava como analista de sistemas, criou uma página pessoal que depois deu origem a um blog, que ficou muito popular na internet. Com a "brincadeira", ele passou a publicar anúncios para obter algum retorno financeiro. Este retorno foi tão grande que Edney simplesmente resolveu largar o emprego de gerente de sistemas para "viver de blog", o que lhe rendia mais grana do que o salário que tinha... Hoje, por mês, as visitas ao InterNey passam de um milhão e meio e a renda gerada é de mais de R$ 20 mil.

A remuneração que se pode ter a partir de um blog vai depender da popularidade e da seriedade com que o blogueiro leva sua página. Para Edney Souza, o que mudou na blogosfera nos últimos anos é traduzido em duas palavras: ilusão e profissionalismo. "Muita gente melhorou a qualidade do seu blog o suficiente para dizermos que há um novo mercado, uma nova mídia a ser explorada. Simultaneamente, muita gente está achando que essa é uma nova 'serra pelada' e que basta abrir um blog com qualquer baboseira para ficar rico", analisa. Quem consegue se desfazer da ilusão e pôr a mão na massa naturalmente se torna o que chamamos de "blogueiro profissional", ou problogger.

"A diferença do blogueiro 'comum' e o blogueiro profissional é a mesma de um confeiteiro 'comum' e um profissional: ambos fazem bolos e doces, mas você nota uma diferença significativa de 'sabor' e qualidade no trabalho do segundo. Ser profissional não é simplesmente ser remunerado, é trabalhar sério e produzir um trabalho de qualidade, naturalmente esse esforço adicional vale uma remuneração", explica Edney, que hoje se vê mais como um empreendedor da blogosfera do que um blogueiro profissional. Outro que também foi pioneiro neste nicho foi Carlos Cardoso, do Contraditorium, que também abandonou um emprego como analista de sistemas, em 2005, para se dedicar apenas aos seus blogs. Cardoso, aliás, é considerado o primeiro blogueiro profissional do Brasil. A empreitada deu tão certo que muitos seguiram seus passos e fizeram dos blogs um bom negócio.


Fonte: http://www.bolsademulher.com/investimentos/profissao-blogueiro-27086.html

Ganhe dinheiro como blogueira!

Profissão Blogueira

Blogosfera, um universo que a comunidade Vila Mulher conhece bem. Além de servir como um diário virtual, com relatos dos mais variados assuntos, ela também funciona como uma vitrine virtual para várias artesãs.


Tem gente que ganha dinheiro apenas escrevendo e atualizando o seu próprio blog. Caso o seu blog tenha um bom número de visitantes, você pode ser um problogger e ganhar o seu salário por meio da publicidade, essa feita de várias formas.

Uma delas é o programa de afiliados. Você reserva uma área do seu site para venda de produtos, geralmente de grandes lojas virtuais, como Americanas, Submarino ou Dell. E ganha um porcentagem caso o usuário acesse esses grandes portais através blog e compre um produto. Para se ter uma idéia, a Dell chega a pagar quase 10% por venda. São cerca de 200 reais ou mais por notebook vendido.

Outra forma bastante conhecida é a publicidade contextual (HOTWords), aquelas palavrinhas que contém duplo sublinhado nos textos, com links de patrocinadores. A renda vem por um clique único no anúncio, R$ 0,08 por cada clique, ou somente por visualização, um mínimo de R$ 12,00 por cada 1000 visualizações.

Já Google Adsense funciona diferente. O blogueiro exibe anúncios relacionados ao conteúdo e ganha por cliques. Há também os anúncios direitos. Os blogs que tenham vários tipos de conteúdos investem nos posts publieditoriais. É quando você insere nomes de marcas e empresas no contexto dos posts.

Para a cineasta e escritora Veridiana Serpa, o tipo de publicidade mais vantajoso é vender espaço publicitário diretamente para agências.

Editora de seis blogs, sendo três atualizados constantemente; Geek Chic, com dicas de produtos de tecnologia, Firma Produções, sobre música, e 30&Alguns, blog de notícias, Veridiana trabalha sozinha no computador de casa e afirma que a renda com a publicidade varia muito. “Muita gente consegue até mil reais ou até mais”.

Conforme a editora, os blogs também são uma porta de entrada para o mercado de trabalho. “Eles proporcionaram e proporcionam a oportunidade de trabalhar em agências de publicidade. Pólvora, Riot, SINC, entre outras contrataram blogueiros para o quadro de funcionários”, diz.

As amigas Cristina Zanetti Gabrielli e Fernanda Resende têm uma boa história para contar. Elas se conheceram no curso de Consultoria de Imagem do Senac e criaram o blog Oficina de Estilo, por sinal muito conhecido no universo dos fashionistas.

Profissão Blogueira

Através do blog, as consultoras começaram a desenvolver o que chamam de gerenciamento e desenvolvimento de conteúdo. Hoje elas já escrevem para projetos das marcas Besni e Triton. Além disso também vendem o serviço de consultoria de imagem, que custa em média cerca de quatro mil reais, conforme Cristina.

O trabalho é completo, tipo “Esquadrão da Moda”. Primeiro, a cliente responde um questionário sobre sua aparência e estilo de vida, depois disso, elas observam todas as peças do guarda-roupa e analisam o que está faltando e o que pode ser descartado, além de fazer um estudo para adequar tipo físico e estilo.

Vão às compras com a pessoa e elaboram looks que mais combinam com o visual dela. E tem mais: ainda organizam a mala, ajudam em eventos especiais e ainda ensinam como lavar, passar e organizar as peças. A maioria das clientes não vem apenas por meio do blog, mas sem dúvida ele é uma vitrine constante para as consultoras.

Já deu para perceber que a blogosfera é uma oportunidade e tanto, não é mesmo? No meio da crise financeira pode ser uma ótima alternativa. Basta criatividade, um computador e uma dose de empreendedorismo. Boa sorte!

Por Juliana Lopes

Fonte: http://vilamulher.terra.com.br/ganhe-dinheiro-como-blogueira-5-1-38-109.html

Profissão Blogueira

Blogueira profissão da mulher moderna

As blogueiras Sheila Almendros, Carolina Flauzino e Bruna Bianconi

Elas estão crescendo e aparecendo na blogosfera. Um parênteses.


Segundo o dicionário Wikipédia, Blogosfera é o termo utilizado para denominar o conjunto de weblogs (ou blogs) como uma comunidade ourede social.

E os blogs, especialmente aqueles com conteúdo para o público feminino, vem conquistando um espaço que chama cada vez mais a atenção das empresas, interessadas em patrocinar e apoiar essas internautas que divulgam, conversam, interagem, falando a linguagem de consumidora para consumidora.

Prova disso, há pouco tempo uma famosa empresa de cosméticos fez uma reunião de blogueiras para apresentar uma nova linha. O encontro reuniu cerca de trinta mulheres que escrevem sobre tudo para mulheres. Aliás, outra tendência que pode ser observada na blogosfera é a grande quantidade de blogs com conteúdo voltado exclusivamente para elas.

É o caso da jornalista e blogueira Sheila Almendros. Foi assim, escrevendo sobre moda, comportamento e outras coisas mais do universo feminino que ela, juntamente com duas amigas, montou o PhD em sei lá o que. Mas isso foi em 2008 e surgiu depois de um fora do ex-namorado. "Não queria entrar em crise e me dediquei a fazer algo que me deixasse com a cabeça ocupada. Chamei algumas amigas que escreviam mais ou menos na mesma linha literária que eu e começamos com algo mais tímido, sem muitas responsabilidades com datas, nem atualizações", conta.


Atualmente, elas fecharam parcerias com marcas como Renner e Impala. E o blog segue a todo vapor. "Hoje vimos que nossas leitoras têm a necessidade de mais, e buscamos aprimorar nosso textos de acordo com essas necessidades. Hoje, as garotas querem dividir experiências, trocar figurinhas sobre roupas, sapatos, perfumes, maquiagens, esmaltes", revela a blogueira.

E para quem pensa que blog é só lazer, se engana. Em uma das profissões mais novas no mercado, a de blogueiro, a rotina de trabalho é bem disciplinada. "O que antes era algo que nos lembrávamos de ‘postar’ quando a inspiração vinha, hoje temos reuniões de pautas, projetos mensais, escalas a seguir e leitoras com sede de quero mais", conclui Sheila.

Por Lívany Salles

Fonte: http://vilamulher.terra.com.br/profissao-blogueira-5-1-37-606.html


Frente Parlamentar vai ouvir Bernardo sobre Ley de Medios

Encontro de Blogueiros de SP: aqui jaz o "AI-5 Digital" do Azeredo (foto: Geórgia Pinheiro)

No I Encontro de Blogueiros Progressistas de São Paulo, realizado este sábado, no salão Franco Montoro, na Assembléia Legislativa de São Paulo, a deputada Luiza Erundina anunciou que no dia 28 de abril o Ministro das Comunicações será entrevistado formalmente pela Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão.

A Frente se criou com a assinatura de 190 parlamentares, 19 a mais que o necessário para a formalização de uma Frente Parlamentar.

No dia do lançamento da Frente, dia 19, às 14 horas, no Plenário Nereu Ramos, no Congresso Nacional, deverá oficializar a eleição de Luiza Erundina para presidente.

Segundo o líder do PT na Câmara, deputado Paulo Teixeira, presente ao I Encontro, o representante oficial do PT será o deputado Emiliano José, da Bahia.

A deputado Erundina explicou que não basta a Presidenta Dilma Rousseff, num ato de voluntarismo, enfrentar o poderoso conjunto da mídia que controla a imprensa brasileira.

A Presidenta precisaria, considera Erundina, convocar um outro ator para ajudar a aprovar o marco legal para mídia, aqui chamada de PiG (*).

Esse ator é a sociedade civil organizada, mediada pelos representantes do povo no Congresso.

Erundina observa que o governo tem uma ampla maioria no Congresso.

É uma maioria ampla e heterodoxa.

Por isso, é importante observar a correlação de forças.

Nesse esforço de incorporar a sociedade civil na batalha para aprovar a Ley de Medios, Erundina chama a atenção para o papel dos blogueiros sujos.

O deputado Paulo Teixeira anunciou que, ainda neste semestre, o Ministro Paulo Bernardo apresentará ao Congresso um projeto de lei de regulação da mídia para mexer no “latifúndio da comunicação neste país”, observou.

Teixeira anunciou, também, que em 15 dias estará pronto o “marco civil da internet”.

Ele é o resultado de consultas públicas de que participaram 70 mil pessoas.

E na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, Alessandro Molon, do PT, será o relator.

Teixeira lembrou que este novo marco da internet se oporá ao “AI-5 Digital”, de autoria do senador e presidente do PSDB, Eduardo Azeredo, aquele muy amigo do “Valeriodantas”, de Minas Gerais.

Azeredo queria cercear a liberdade de expressão da internet, vigiá-la e criminalizá-la.

O novo marco pretende enfiar o “AI-5 Digital” no “Valeriodantas” e fechar a porta.

A deputada Luiza Erundina anunciou que uma das tarefas da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão será ficar de olho na Comissão de Ciência, Tecnologia e Informática da Câmara, composta em boa parte de concessionários de empresas de rádio e televisão.

Ou seja, em muitas decisões, como no caso da renovação das concessões, a Comissão legisla em causa própria.


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.


Fonte: http://www.planetaosasco.com/oeste/index.php?/2011041611853/Nosso-pais/frente-parlamentar-vai-ouvir-bernardo-sobre-ley-de-medios.html

Blogueiros contra-hegemônicos no estado do capital

Mais conhecidos como blogueiros “sujos”, ativistas digitais em São Paulo realizaram o I Encontro de Blogueiros Paulistas. O momento é oportuno para avançar no direito à comunicação e à liberdade de expressão.

O I Encontro de Blogueiros paulistas começou na sexta-feira, dia 15, e vai até domingo, 17, na Assembléia Legislativa de SP. O encontro revelou-se necessário e oportuno, juntando para troca de idéias e discussão política, muitos comunicadores deste Estado oprimido. O primeiro dia de seminário teve de tudo, até vaia para participante! E digo seminário, porque esse encontro padece do mesmo problema que vários outros processos de organização/formação que fazemos – só tem espaço para falar quem está na mesa. Na hora da “platéia” se pronunciar, o tempo é curto, estamos atrasados, pedem para se fazer apenas perguntas.

Foram quentes as pautas discutidas. Animadas pelo evento que vai reunir na próxima semana, pela primeira vez neste ano, o movimento nacional pela democratização da comunicação – o lançamento da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e Direito à comunicação, no Congresso Nacional – as lideranças que estiveram nas mesas falaram de novo marco regulatório, novas tecnologias, universalização da banda larga, militância contra a opressão da mídia. No domingo, oficinas em grupo, e a plenária final.

Cadê o Projeto da Lei de Meios?

“O momento é importante, os desafios que temos não são poucos”, iniciou Bia Barbosa, do Coletivo Intervozes. Ela saudou os encontros estaduais de “blogueiros progressistas” que estão se multiplicando pelo país. Além dos que já aconteceram, como no Paraná e em Mato Grosso, Pernambuco, Paraíba, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul estão com encontros convocados. Em junho, haverá o segundo encontro nacional. Como disse o blogueiro mór Renato Rovai, da Revista Fórum, na abertura do Encontro, “esta organização vai produzir alguns efeitos na construção de nossa democracia nos próximos tempos. Hoje, a mídia não consegue mais dar a agenda, existe uma disputa de pauta”.

“Desatualizada, fragmentada, contraditória”, é como Bia classifica a nossa legislação para as comunicações. Qualquer projeto para regulamentar os capítulos da Constituição, que avançam um pouco, é rejeitado pelos parlamentares, muitos deles concessionários de emissoras. “E se vivemos num cenário em que não há regras estabelecidas, ou que não cumpridas, vale a lei do mais forte ; não basta ter novo marco regulatório, não basta ter leis, se não há mobilização do povo”, afirma. Segundo a jornalista, “nos recentes diálogos com o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, pedimos urgência para colocar em discussão esse projeto na sociedade brasileira”, diz Bia, referindo-se ao “famoso” projeto deixado pelo ministro anterior, Franklin Martins, para regular os meios. “ O compromisso do governo foi que, tão logo haja uma correlação de forças necessária no Congresso, o projeto será enviado. Mas se não conhecemos o projeto, se não o discutimos, não há como mobilizar as pessoas, as organizações precisam do texto desse projeto”. Ela defendeu também o direito a banda larga para todos, sem confundi-lo com um produto de consumo. “O PNBL não está sendo construído na lógica da universalização, banda larga é um direito, não um serviço só para quem puder pagar”.

Televisão popularizou o discurso hegemônico

A disputa pelo discurso hegemônico na sociedade, passa ainda pelo rádio e pela televisão, os (de)formadores de nossas últimas gerações, e eles foram também discutidos. “Embora a internet venha para avançar a questão, ainda há muita influencia dos meios de comunicação eletrônicos mais antigos e populares”, disse Bia. Rachel Moreno, do Observatório da Mulher, numa bem humorada apresentação, falou de como os meios, sobretudo a televisão, tem nos oprimido e construído subjetividades que lhes interessam. “ A mídia alcança nós todos o tempo todo, como lazer e informação. E ela não proíbe nada, apenas nos mostra como fazer para sermos felizes”.

Para construir a sociedade de consumo globalizada que temos hoje, o capitalismo precisou pasteurizar gostos, culturas, hábitos, analisa Rachel, para vender as mesmas mercadorias no mundo todo. “Se você não é feliz, reveja o seu estilo de vida, descubra as coisas que você precisa comprar para ser feliz, ainda que o gozo seja curto e rápido”. Feminista, Rachel discorreu sobre a imagem da mulher que a mídia difunde, e sobre os modelos de beleza feminina ao longo da história. “Hoje, a gente é que tem que caber na roupa, não a roupa caber na gente”. Criaram uma geração de mulheres infelizes, segundo Rachel, mas fazem propaganda de alimentos calóricos, bebidas, e dizem estar preocupados com a obesidade precoce, enquanto vendem sutiãs com enchimento para meninas de seis anos! A invisibilidade da “gente que luta, que faz manifestação e nunca aparece” também foi comentada pela psicóloga. “Quando não dá para invisibilizar, eles ridicularizam ou criminalizam”.

“A arquitetura aberta e não-proprietária da Internet é a guardiã de sua liberdade e das possibilidades democráticas de seu uso” Sergio Amadeu

O cientista político, Sergio Amadeu, um dos maiores conhecedores deste novo mundo digital, falou sobre “a atual situação da internet , diante dos diversos ataques, as possibilidades criativas que existem dentro dela, a infra-estrutura de acesso a internet, que pode revelar a diversidade cultural”. Ele deu uma verdadeira aula, mostrando o ativismo digital pelo mundo, e o perigo de controle que alguns governos na Europa já estão fazendo, pressionados pelas indústrias do copyright e das telecomunicações. “ Não podemos nos amedrontar na utilização do espaço para a luta contra as corporações capitalistas”. Claro que exemplo tupiniquim do Ministério da Cultura com os direitos autorais foi discutido. Ele defendeu a necessidade de um marco civil para a internet, mostrou o perigo do PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) ser controlado pelo setor privado. Para o professor, é necessária uma empresa estatal para competir com as teles, e para que a inclusão digital não seja só para os ricos. “Quem controla a infraestrutura da rede, não pode controlar o fluxo dos dados que passa por ela, isso é censura!”.

Comunicação no Congresso Nacional

A Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e Direito à Comunicação esteve bem representada na segunda mesa, com a deputada Luiza Erundina e o deputado Paulo Teixeira, ambos de SP e integrantes da Frente. Além deles, o deputado estadual Antonio Mentor, que apresentou projeto de construção de um Conselho Estadual de Comunicação. Luiza destacou a mobilização da sociedade civil para a conquista da Confecom, e repetiu que precisamos pressionar o novo governo para que as resoluções dessa Conferência saiam do papel. Defendendo a democracia direta, a deputada acredita na necessidade do governo brasileiro fazer mais consultas ao povo, para conquistarmos as reformas estratégicas, como a reforma política e a das comunicações.

“A mídia não tem interesse em defender a democracia, fomos nós que conquistamos a pouca democracia que temos aqui”, ressaltou Luiza, que acredita na mobilização para retomarmos a bandeira da liberdade de expressão, que sempre defendemos. Ela lembrou ainda os milhões que estão aplicados no FUST – Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações, e que não devem ser desviados de sua finalidade. O deputado Paulo Teixeira também acha oportuna a conjuntura para a regulação da mídia. “A vitoria nesta eleição, e a maneira como se deu, permite abrir uma janela para reformas progressistas no Brasil, como a reforma política e a regulação da mídia. Só democratizaremos a renda se mexermos nesses dois pilares, a reforma política e a comunicação, devemos mexer nesse latifúndio”.

No próximo dia 28, a Frente tem audiência marcada com o ministro Paulo Bernardo. “Queremos celeridade na regulamentação”, diz Paulo Teixeira, “temos que enfrentar o tema da publicidade para crianças, da propaganda de álcool. Espero que dia 28 ele anuncie isso”. O deputado ressaltou ainda a “mobilização popular necessária, pois fazemos legislação progressista e eles vetam a sua regulamentação. Se os projetos ficarem reduzidos ao parlamento, terão conteúdo conservador”. Passou pelo encontro, durante esta mesa, Paulo Henrique Amorim, do conhecido blog “Conversaafiada”, com uma provocação. “Onde o FHC colocou a grana no PIG? Ele disse que a mídia é comprável pelo Governo, então perguntemos como foi aplicado o dinheiro da comunicação no governo FHC”.

Desafios são imensos e diversos

A necessidade de uma educação para a comunicação foi um tema levantado por vários participantes. “Assusta-me falar com a nova geração”, disse o blogueiro Rodrigo Sérvulo. “Ela já vem ‘chipada’, as crianças cada vez mais querem ter ao invés de ser”. Falaram ainda os militantes digitais Eduardo Guimarães, Helio Paz (RS), Beto Mafra (MG), que contaram suas experiências de sucesso na militância virtual, em mesa com o professor Laurindo Leal Filho/ Lalo. “Quero estimular as pessoas a aderirem ao que vai se tornando o grande sentido da internet, e que há 15 anos atrás não existia”, disse Eduardo Guimarães, do blog Cidadania. “Para quem tinha opinião diferente da dos grandes meios de comunicação, não havia possibilidade de se manifestar”. Blogueiro emblemático na militância, Eduardo acredita muito na força do ativismo na blogosfera, e nas pessoas que divergem vencerem a impotência com isso. “Hoje, cada um de nós é um meio de comunicação. Não podemos viver num país onde se tem medo de exercer a cidadania”.

Lembrando que nossa geração é testemunha das grandes mudanças no mundo com a internet, Lalo comemorou o processo de organização dos blogueiros. "Os encontros de blogueiros que estão sendo realizados mostram uma afirmação da subordinação da tecnologia pela política. O conhecimento da tecnologia dá a certas pessoas um poder, que as distancia do resto da sociedade. Para enfrentar esse problema só a política”. Para o professor as redes e a internet podem ser um contraponto à gritante concentração dos meios de comunicação no Brasil. “Pela primeira vez a comunicação pode ser exercida sem ter um grande acúmulo de capital financeiro anterior, como os investidos nos grandes meios de comunicação. Hoje pude ver este evento pela manhã de casa (a Rede Brasil Atual transmitiu o encontro ao vivo), antes só poderia ver se as grandes emissoras quisessem”.

“Hoje na comunicação, a ciência nos coloca no mundo da instantaneidade, mas também no mundo da fragmentação, com toda a carga ideológica que esse conteúdo possa ter”, provoca o professor. “Teoria da recepção é uma farsa neoliberal”, diz Lalo, referindo-se ao argumento repetido e repetido pelos “donos” das concessões de rádio e televisão, de que “o cidadão individualmente tem poder de escolher, não é preciso mexer com as emissoras, a decisão está com o receptor”.

“Como recuperar as linhas gerais do pensamento humano, que foram apropriadas pela classe dominante, que apresenta suas idéias como se fossem as únicas?” Lalo acha que avançamos muito, mas que nosso ativismo tem sido muito individual. “O nosso desafio é construir uma narrativa coletivizada. O individualismo é intrínseco ao capitalismo, a concentração também, e neste mundo pós moderno há uma exacerbação do individualismo”. Grande desafio mesmo. “A luta contra hegemônica tem nos meios de comunicação um papel importante, e os espaços de discussão que construímos já é um grande avanço”.

Segundo Conceição Oliveira, do blog “sujo” Maria Frô, a blogosfera neste dia de debates do encontro paulista, registrou o terceiro lugar nos TTs para a tag #blogprogSP, na frente da Virada Cultural. A transmissão da @redebrasilatual levou as mesas para mais de 2.500 internautas, segundo Conceição. “Isso mostra o interesse que debates como estes provocam no país e a importância que nós, ativistas e blogueiros, ganhamos no cenário nacional”.

Fonte: http://www.ciranda.net/fsm-dakar-2011/article/blogueiros-contra-hegemonicos-no

Líder do PT na Câmara rebate matéria da Folha de S. Paulo

O líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), rebateu a matéria sensacionalista publicada na edição de domingo (17) do jornal Folha de S. Paulo. O jornal pinçou declarações do líder em um debate realizado em fevereiro, distorcendo suas posições a respeito da descriminalização da maconha.

“Primeiro é bom registrar que a Folha de S. Paulo pegou uma palestra minha num contexto de um debate sobre a política de drogas e editou este debate, escolhendo os trechos que lhe interessavam. A matéria é estereotipada e não debate o tema de maneira correta”, disse o líder.

Paulo Teixeira acompanha o tema há trinta anos e tem participado de seminários internacionais sobre experiências de como lidar com o assunto. “A gente precisa estudar experiências de outros países que estejam sendo bem- sucedidas e debater o tema. A questão da descriminalização precisa ser discutida. Porque quem precisa tratar do usuário não deve ser nem a polícia nem o tráfico”.

A entrevista foi concedida ao jornalista Renato Rovai, do Blog do Rovai ( http://www.revistaforum.com.br/blog/ ).

Leia a íntegra da entrevista:

A Folha dá destaque de capa para uma participação sua num debate em que você defendeu a descriminalização da maconha. Primeiro queria te dizer que concordo com a sua opinião e acho ótimo este tema ser debatido, mas ao mesmo tempo queria saber o contexto da declaração.

Primeiro é bom registrar que a Folha de S. Paulo pegou uma palestra minha num contexto de um debate sobre a política de drogas e editou este debate, escolhendo os trechos que lhe interessavam. Segundo, a Folha não falou comigo.

Ela alega que o senhor foi procurado e não respondeu a ligação?

Quando a Folha quer falar comigo ela me acha. Falo com cinco ou seis jornalistas da Folha toda semana. Bom, mas a matéria está aí e quais são as minhas preocupações. Faz 30 anos que eu trabalho este tema e há 15 discuto isso no Parlamento. Sou autor de uma lei no Estado de São Paulo de Redução de Danos e participo da Comissão Brasileira de Drogas e Democracia, por isso tenho recebido convites de várias instituições e governos para discutir o tema. Então, tratei disso na palestra, porque acredito que o Brasil tem um tratamento muito permissivo com as drogas lícitas, principalmente com o álcool.

Quando li a matéria da Folha me lembrei que você defendeu ontem a proibição da propaganda do álcool no I Encontro Estadual dos Blogueiros Progressistas de São Paulo.

Sim. Defendo a proibição da publicidade do álcool na TV porque ela o associa a valores nacionais e a ídolos do esporte, da música, da cultura. Em relação às drogas ilegais acho que a gente tem que ter uma estratégia mais efetiva para enfrentar os danos em relação ao seu consumo. Quais são os danos, a criação de um mercado capitalizado, violento e com capacidade de enfrentar o Estado e de corromper instituições públicas, que usa de armas e recruta homens e mulheres. Em relação à saúde, esse mercado oferece uma série de produtos que são adulterados na sua composição química, já que não há controle algum deles. E eles acabam prejudicando mais ainda a saúde.

Além disso, a lei de 2006 acabou sendo mais dura com aqueles que traficam e como essa diferença entre o que é droga para uso próprio e tráfico é tênue, as cadeias acabaram ficando cheias de gente que não têm de verdade nenhuma relação com o tráfico. E isso faz com que o aparelho repressivo tenha que ficar prendendo e julgando gente que usa drogas ao invés de se dedicar combater o crime, gente que rouba, assalta, estupra… Nós precisamos reduzir danos e minha opinião é que precisamos visitar e conhecer as experiências internacionais bem sucedidas. Creio que hoje temos a de Portugal, onde se descriminalizou, e a da Espanha, que resolveu o problema do acesso a essas substâncias esvaziando o poder econômico da atividade. No Brasil, precisamos ter uma comissão de alto nível pra discutir o tema, para ver como podemos ter resultados melhores, já que os nossos nesse setor são ruins. Em Portugal, eles conseguiram diminuir a violência com essa descriminalização. Na Espanha eles tiraram o consumidor do contato com o crime.

A minha proposta é debater uma estratégica de alternativa a guerra a drogas, associada à redução de danos, como na Europa. Redução de danos associada à violência, a saúde, a questões sociais. Essa é a minha posição. Considero que é um debate que deve ser feito com a sociedade brasileira.

O senhor acha que a matéria da Folha estereotipa a sua posição?

Ela estereotipa e não debate o tema de maneira correta. A gente precisa estudar experiências de outros países que estejam sendo bem sucedidas e debater o tema. A questão da descriminalização precisa ser discutida. Porque quem precisa tratar do usuário não deve ser nem a polícia nem o tráfico.

E neste sentido de ampliar o debate as experiências internacionais uma das questões que precisa ser considerada é como deprimir economicamente o tráfico. E nesse sentido que se discute a questão do plantio cooperativado.

Quanto ao Mcdonalds, a comparação foi num contexto onde é importante dizer que o Estado deve exigir a divulgação dos produtos que façam mal a saúde.

Na Folha, o Hélio Schwartsman escreve um artigo onde ele afirma que suas sugestões devem ser consideras, mas que você não foi muito inteligente ao fazê-las porque pode perder a condição de líder do PT.

Eu na condição de líder do PT não perdi o meu direito a opinião. Além disso, atribui um autoritarismo ao PT que não está presente na história do nosso partido. Tenho feito há muito tempo esse debate dentro do PT. E tenho certeza que a interdição dele não é bom para a sociedade. Nós precisamos debater o tema para buscar soluções melhores do que a que as atuais. É importante ressaltar que nessa questão não tenho divergências com a política adotada pelo governo da presidenta Dilma Roussef, que vem fazendo esforços para combater o crime organizado e aumentar a rede de proteção aos usuários.

Site da Liderança do PT/Câmara